A primeira viagem

Categorias:Brasil
Tags:,
Expedição Na Estrada

Tudo começou em 2011 quando me mudei da capital mineira, Belo Horizonte, para um uma cidade do interior de Goiás, Crixás. E foi aqui que tudo começou! A primeira grande viagem da Expedição Na Estrada.

Era uma manhã de sábado, com tempo nublado e saí de casa pontualmente às 5h da manhã, pois tínhamos 1.200km para percorrer. Inicialmente a ideia seria dirigir até Anápolis-GO e no domingo completaríamos os quilômetros faltantes até Crixás-GO.

A viagem estava tranquila e Mary Jane se comportando como uma dama na estrada. Pegamos um pouco de chuva na saída de Belo Horizonte e as chuva nos acompanhou até a cidade de Três Marias-MG.

Paramos em Três Marias-MG para abastecer, depois de ter percorrido aproximadamente 290km pela BR-040 (sentido Brasília). Enquanto o frentista abastecia Mary Jane, fui tomar um café e comer alguma coisa, pois ainda teria muito chão pela frente. Carro abastecido e estomago cheio, seguimos viagem e a próxima parada para abastecimento estava programada em Paracatu-MG.

Chegando a Paracatu, parei em um posto para abastecimento e já tive uma surpresa com o pneu furado. Por sorte, o pneu dianteiro direito furou já dentro do posto onde tinha um borracheiro e ali mesmo trocamos a câmara de ar.

Pneu trocado e tanque abastecido, seguimos para a estrada. E viajando entre Paracatu (MG) e Cristalina (GO), comecei a me sentir mal, alguns enjoos, vômitos… Por um instante, achava que estava passando mal por causa de um “maldito” café doce que tomei em um posto de gasolina, em Três Marias-MG. Mary Jane estava bem, rodando feliz pelas estradas de Minas Gerais e eu passando muito mal e com fortes dores abdominais.

Consegui dirigir até a cidade de Cristalina-GO, onde procurei um posto médico para um atendimento de emergência e, depois de algumas horas veio à notícia que seria operado.

 “Sr. Andre, infelizmente será necessário remover o senhor para o Hospital Regional do Gama, pois terá que ser submetido a uma cirurgia. Suspeito que o senhor está tendo uma crise de apendicite.”

Eu, na minha “santa ignorância”, questionei o Doutor – “Que isso Doutor, operar? Tu tá doido? Me dá um remedinho aí que preciso continuar a minha viagem e chegar no meu destino final”.

O médico muito sério balançou a cabeça e negou a minha humilde solicitação. Mas também, quem mandou nascer “ignorante”? Naquele momento, eu nem poderia imaginar o que seria o tal do apêndice e muito menos o que seria uma apendicite!

E lá fui eu, tive que deixar a Mary Jane parada no estacionamento do posto de saúde e me joguei pra dentro de uma ambulância com destino ao Distrito Federal (Hospital Regional do Gama). Resumindo, acabei sendo operado em Goiânia e já no limite, vendo “minha vó pela greta”. Pois fui descobrir que a apendicite, se não operada rapidamente pode supurar e aí amigo, a coisa fica feia como ficou pro meu lado.

Nessa brincadeira toda, fiquei 15 dias afastado do trabalho, sem o apêndice e sem andar na Mary Jane por uns 3 meses. Os amigos que apostavam se eu iriar chegar ao meu destino final com a Mary Jane acabaram perdendo a aposta, pois a Mary Jane chegou no destino primeiro e eu logo depois. Um motorista da empresa que trabalhava foi buscar o carro em Cristalina-GO e levou o carro até Crixás-GO.

Desta viagem só quero recordar das coisas boas. O apêndice e o perrengue que passei em um hospital público, deixaremos para trás, pois não vale a pena relembrar.

Deixe uma resposta

Nome*
Email*
Url
Sua mensagem*