O perrengue

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Expedição Na Estrada

Bem pessoal, o nosso terceiro dia de viagem não foi fácil, pois tivemos alguns problemas na estrada e por causa disso a nossa rota teve um atraso e desvio para a capital Paranaense, Curitiba.

Como é de costume, todas as manhãs, antes de pegar a estrada eu faço um “check-list” do carro, onde verifico nível de água do radiador, óleo de motor, funcionamento dos faróis, setas, etc. E ao finalizar a minha conferência, sempre ligo o carro e o deixo ligado por alguns minutos para que possa esquentar o motor.
Mas ao fazer este último procedimento, percebemos que Mary Jane não estava bem. Senti que o carro tinha “engasgado” ao acelerar e imaginamos que isso se dava devido ao motor frio. Mas ao sair do hotel e começar a andar os primeiros metros nas ruas da cidade, a coisa piorou e a Mary Jane começou a perder força e engasgar ainda mais.
Parei o carro na rua e comecei a pensar o que estava levando a Mary Jane ter estes sintomas. Logo imaginei que poderia ser a bóia do carburador agarrada e dei umas marteladas de leve, mas não resolveu.

Tentei arrancar o carro para andar por mais alguns metros até encontrar um mecânico. E você pode imaginar como é encontrar um mecânico em uma cidade pequena, em pleno sábado de aleluia.

Não são todos os mecânicos que estavam trabalhando, mas conseguimos encontrar o Fernando Petracone, dono de um Opala Diplomata azul escuro (acredito eu que seja de 1991), gente finíssima e que nos ajudou naquele primeiro momento. Ele examinou o carro e sugeriu limpar as velas e trocar os cabos e foi isso que fizemos e conseguimos voltar para a estrada.

Rodamos bem, saímos atrasados de Juquitiba, mas percorremos 117 km entre Juquitiba e Registro. Estre trecho é bem sinuoso e perigoso devido a pista curta e muitos caminhões. Este é o único trecho ainda não duplicado da BR-116 entre São Paulo e Curitiba.

Paramos no posto “O Fazendeiro” para abastecer e não podíamos imaginar que a partir dali as coisas iriam complicar novamente.

Saímos do posto e após rodar alguns quilômetros, o carro começou a falhar novamente e foi engasgando, perdendo força até o momento que resolvemos parar para não forçar demais o carro e causar qualquer outro dano.

Ficamos parados na estrada por alguns minutos. Tentamos arrancar novamente, mas conseguimos rodar só mais alguns metros até que voltasse a engasgar.

Deixamos a Mary Jane na estrada e fomos buscar ajuda. Andei uns 500 metros e consegui chegar a um posto de gasolina onde me indicaram o “Vovô”, um senhor de barba branca, de cara “amarrada”, mas de coração bom. Se prontificou em me ajudar e tentar arrumar o carro.
Trocamos o platinado, “avançamos” com o ponto do distribuidor e foi rodar mais alguns quilômetros, tivemos que parar novamente, em outro posto de gasolina, pois o carro não estava correspondendo as nossas expectativas.

Pensamos em dormir no posto, mas o pessoal do reboque da Autopista que nos socorreu, não recomendou dormir no posto devido ao alto índice de assaltos na região.

Não deu outra, tivemos que colocar o carro em um reboque particular e rodar os 229km restantes até Curitiba. Com isso, tivemos que pagar R$ 750,00 pelo reboque até Curitiba, onde teria mais recursos e amigos para nos ajudar a colocar a Mary Jane na estrada novamente.

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